Trump descarta eleições imediatas na Venezuela e anuncia tutela dos EUA durante transição

Segundo Trump, apesar da intervenção, os Estados Unidos “não estão em guerra” com a Venezuela. Em entrevista à imprensa norte-americana, o presidente justificou o adiamento do processo eleitoral alegando que o país sul-americano precisa passar por uma fase de reorganização institucional antes de qualquer votação.
O governo dos EUA apresentou a ação militar como uma ofensiva direcionada ao combate de organizações criminosas e ao enfrentamento de acusações de narcoterrorismo atribuídas a Maduro. A operação ocorreu na madrugada de sábado (3) e incluiu ataques a pontos estratégicos em Caracas e em estados vizinhos, com impactos em instalações militares e no fornecimento de energia.
Trump anunciou que a administração venezuelana será acompanhada por um grupo de autoridades norte-americanas durante o período de transição. Entre os nomes citados estão o secretário de Estado, Marco Rubio, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, além de assessores diretos da Casa Branca e do vice-presidente JD Vance. O presidente norte-americano ressaltou que decisões finais ficarão sob sua responsabilidade.
O republicano também afirmou que uma nova ação militar não está descartada caso a atual liderança interina do país não coopere com as diretrizes impostas por Washington. Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina na segunda-feira (5), conforme prevê a Constituição venezuelana, mas Trump afirmou que espera colaboração total para evitar novos confrontos.
A ofensiva militar foi autorizada diretamente pela Casa Branca e executada por forças especiais, com apoio aéreo e deslocamento de tropas para a capital venezuelana. De acordo com autoridades norte-americanas, não houve baixas entre os militares dos EUA. O governo venezuelano, por sua vez, afirmou que civis morreram durante a operação, sem divulgar números oficiais.
A ação gerou questionamentos internacionais sobre a legalidade da intervenção, já que não houve autorização prévia do Conselho de Segurança da ONU nem aprovação formal do Congresso dos Estados Unidos. O governo norte-americano argumenta que a urgência da operação impediu consultas antecipadas.
Durante a cerimônia de posse, Delcy Rodríguez declarou assumir o cargo “com honra”, embora tenha classificado a operação militar como uma violação da soberania nacional. Ela também afirmou que o país está disposto a manter diálogo com os Estados Unidos, desde que baseado no respeito ao direito internacional, ressaltando que a Venezuela não aceitará qualquer forma de tutela permanente.















